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Uma das funções mais estigmatizadas nas realidades escolares, seja em nossa região, seja em outros recônditos do Brasil é a de supervisor Educacional. Devido a dinâmica no cotidiano das instituições educacionais, percebe-se que essa figura geralmente é temida por todos, dos alunos aos professores, sofrendo por vezes uma ojeriza que atravanca processos, impedindo um melhor desempenho deste.  Porém é o(a) supervisor(a) pedagógico(a) que consegue compreender o sistema da maneira mais holística (do grego hollos = todo) possível.

Como transita por todos os espaços nas unidades  de ensino, tende a perceber, quase que em tempo real, tudo o que está acontecendo seja nas salas de aula, seja nas atividades extra-classe. Porém criou-se uma ideia que o supervisor é alguém que se intromete, vigia, restringe e castra a autonomia docente. Essa percepção, além de equivocada, traz em si a carga de um preconceito advindo das relações de poder no ambiente estudantil.

São coisas do povo (folk= povo / lore = coisa ou conhecimento), portanto, um folclore escolar,  que constrói em seu imaginário a partir das crenças individuais e coletivas uma capa de incertezas quanto a esse ofício. Caso você tenha uma boa relação com quem trabalha na supervisão educacional de seu ambiente de trabalho, parabéns! De outro modo está na hora de rever conceitos e preconceitos, dando um voto de confiança a essa pessoa que tem como função maior a integração de todos e todas, diretamente ou indiretamente, envolvidos(as) nas relações de ensino-aprendizagem.

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Graduandos e Graduandas do Curso de Pedagogia,

Estaremos durante esse semestre letivo apresentando em nosso blog vários artigos e links  que possibilitarão a construção de novos conhecimentos. Os textos , com linguagem acessível,  intentarão fomentar novas pesquisas e aprofundamentos nas temáticas abordadas.  Acompanhem as postagens, realizem fichamentos e incitem conversações qualificadas em sala de aula. A dinâmica de ensino-aprendizagem no cotidiano de nossa IES é extremamente intensificada pelos debates e inclusão de assuntos em voga no âmbito profissional e geral. Uma das atribuições que facilmente poderão ser assumidas em nosso ofício como pedagogos(as) é a função de coordenador(a). O texto abaixo esclarece um pouco desse metiê.

O papel do coordenador pedagógico

Função é estratégica para mediação entre as diversas instâncias educacionais

Laurinda Ramalho de Almeida e Vera Maria Nigro de Souza Placco

Crianças em roda de leitura em escola de Belém, no PA: coordenador pedagógico deve oferecer condições ao professor para que se aprofunde em sua área

Cada escola tem características pedagógico-sociais irredutíveis quando se trata de buscar soluções para os problemas que vive. A realidade de cada escola – não buscada por meio de inúteis e pretensiosas tentativas de “diagnóstico” – mas como é sentida e vivenciada por alunos, pais e professores, é o único ponto de partida para um real e adequado esforço de melhoria.

José Mário Pires Azanha. Documento preliminar para reorientação das atividades da Secretaria. Secretaria de Estado da Educação de São Paulo, 1983.

Retomamos esta afirmação de Azanha, que foi exaustivamente discutida pelos educadores da rede estadual paulista, na década de 80, porque ela nos lembra que não se pode falar da escola, mas sim de cada escola em particular.

Como pensar em tempos-espaços iguais para o desenvolvimento de propostas curriculares, se as escolas não são iguais? Como fazê-lo, se não dá mais para pensar em escolas urbanas e rurais, pois já temos urbanas centrais e de periferia, rurais de campo e ribeirinhas, bem como variadas combinações de cada um desses tipos?

Se o instituído pelo currículo tem uma base legal – e precisa tê-la, para garantir a Educação Básica para todos, num Estado que se quer democrático, como atentar para essas tantas diferenças não só regionais, mas dentro de cada região?

Parece-nos, então, mais apropriado pensar os atores da escola singular – gestores, professores, auxiliares de apoio e alunos -, em suas relações com as questões curriculares, sem perder de vista que estas são relações de indivíduos portadores de subjetividades com um instituído que lhes é apresentado, via de regra, como objeto a ser manipulado, que a alguns agrada, a outros desagrada. Nessas relações pedagógicas intersubjetivas direção-professor, professor-professor, professor-aluno, aluno-aluno, e destes com o saber instituído pelos currículos que lhes são apresentados, aparecem os conflitos, as contradições, as perdas de referência dos elementos estruturantes de seu modus vivendi. É certo que aparecem também as aderências ao proposto e as tentativas de fazê-lo o melhor possível.

Para melhor entender essas relações, escolhemos, neste texto, o coordenador pedagógico (ou professor-coordenador ou coordenador pedagógico-educacional ou outro termo que designe esse profissional) como ator privilegiado para nossa discussão.

A escolha se deve ao fato de entendermos que ele tem, na escola, uma função articuladora, formadora e transformadora.
Portanto, é o elemento mediador entre currículo e professores. Assim, esse profissional será, em nosso modo de ver, aquele que poderá auxiliar o professor a fazer as devidas articulações curriculares, considerando suas áreas específicas de conhecimento, os alunos com quem trabalha, a realidade sociocultural em que a escola se situa e os demais aspectos das relações pedagógicas e interpessoais que se desenvolvem na sala de aula e na escola.

Esclarecemos, inicialmente, que não aceitamos o coordenador pedagógico como “tomador de conta dos professores”, nem como “testa-de- ferro” das autoridades de diferentes órgãos do sistema.

Ele tem uma função mediadora, no sentido de revelar/desvelar os significados das propostas curriculares, para que os professores elaborem seus próprios sentidos, deixando de conjugar o verbo cumprir obrigações curriculares e passando a conjugar os verbos aceitar, trabalhar, operacionalizar determinadas propostas, porque estas estão de acordo com suas crenças e compromissos sobre a escola e o aluno – e rejeitar as que lhes parecem inadequadas como proposta de trabalho para aqueles alunos, aquela escola, aquele momento histórico.

O que competiria, então, ao coordenador pedagógico?

- Como articulador, seu papel principal é oferecer condições para que os professores trabalhem coletivamente as propostas curriculares, em função de sua realidade, o que não é fácil, mas possível;

- Como formador, compete-lhe oferecer condições ao professor para que se aprofunde em sua área específica e trabalhe bem com ela;

- Como transformador, cabe-lhe o compromisso com o questionamento, ou seja, ajudar o professor a ser reflexivo e crítico em sua prática.

Como articulador, para instaurar na escola o significado do trabalho coletivo, é fundamental que o coordenador pedagógico possibilite ações de parceria, de modo que, “movidas por necessidades semelhantes, (as pessoas) se implicam no desenvolvimento de ações para atingir objetivos e metas comuns”, de modo a pôr em movimento as metas curriculares propostas, conforme descrito em nosso livro Aprendizagem do adulto professor (Edições Loyola, 2006).

O coordenador pedagógico será, então, aquele que, conhecendo essas propostas, tendo participado de sua elaboração/adaptação às necessidades e objetivos daquela escola, possibilita que “novos significados sejam atribuídos à prática educativa da escola e à prática pedagógica dos professores”, ( O coordenador pedagógico e os desafios da educação , Edições Loyola, 2008).

Outro aspecto importante dessa articulação é a possibilidade de interdisciplinaridade, a fim de que o compromisso com a formação do aluno se traduza na não-fragmentação, na conciliação e confrontação de propostas e ações curriculares.

Visto como formador, dois aspectos devem ser destacados na função do coordenador pedagógico:
a) seu compromisso com a formação tem de representar o projeto escolar-institucional e tem de atender aos objetivos curriculares da escola;

b) o compromisso com o desenvolvimento dos professores tem de levar em conta suas relações interpessoais com os demais atores da escola, alunos, pais, comunidade, sendo estas relações entendidas em sua diversidade e multiplicidade, aceitas como se apresentam, aproveitadas como recurso para o processo formativo, como explicado em O coordenador pedagógico e questões da contemporaneidade.

Finalmente, como transformador, espera-se sua participação no coletivo da escola como aquele que permite e estimula a pergunta, a dúvida, a criatividade, a inovação. Só assim a escola se instituirá não apenas como espaço de concretização do currículo, mas também como espaço de mudanças curriculares necessárias e desejadas pelos professores, para cumprir seus objetivos educacionais.

Laurinda Ramalho de Almeida e Vera Maria Nigro de Souza Placco são professoras do Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação, da Faculdade de Educação da PUC-SP.


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É com muito orgulho e satisfação que estamos recomeçando as nossas atividades nesse ano de tanta significância. Em 2014 temos: o Cinquentenário da Ditadura Militar no Brasil; da personagem Mafalda do cartunista Quino; Centenário de Dorival Caymmi:  do ganhador do prêmio Nobel da Paz  Nelson Mandela; da Primeira Guerra Mundial, entre outras datas de grande representatividade para o cenário tanto da Educação como das diversas áreas do conhecimento.

Nos próximos meses continuaremos nos preparando fortemente para o ENADE e chamamos todos e todas a retomar, após esse generoso período de descanso, com todo a força nas pesquisas de campo, nas leituras gerais e específicas e a participação nas palestras e oficinas,  instigando uns aos outros à melhoria do perfil discente.

Quanto aos professores e professoras, percebam que o nosso time que já era bom está cada vez melhor. Aproveitem o máximo do arcabouço teórico e prático dos mesmos,  a partir de questionamentos, participação nos debates e em todas as dinâmicas sugeridas ou solicitadas.

Nós da coordenação estaremos sempre ao dispor. Porém para que o nosso contato seja harmonioso e qualificado é de fundamenta importância que seja aberto um chamado prévio pelo Clube Nabuco e que todas as necessidades sejam informadas aos representantes de turma para que o quanto antes tenhamos conhecimento de novas demandas. Desejamos um excelente Semestre Letivo para todos e todas que fazem a nossa IES, especialmente aos nossos parceiros e parceiras de jornada no Curso de Pedagogia – FJN – RECIFE. Sucesso!!!

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O Curso de Pedagogia da Faculdade Joaquim Nabuco – Unidade Recife, estará oferecendo GRATUITAMENTE , a disciplina “Comunicação e Expressão”, do dia 07 a 25 de julho de 2014.  Para maiores informações, acessar o Portal Acadêmico (http://www.joaquimnabuco.edu.br/).

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Buscando desenvolver o aprimoramento dos conhecimentos acadêmicos, o acréscimo de carga- horária complementar para o currículo discente e a compensação de disciplinas indispensáveis, que por algum motivo não foram concluídas por parte dos estudantes, nós da coordenação do Curso de Pedagogia da Faculdade Joaquim Nabuco – Recife, vimos por meio deste anunciar, respectivamente, a abertura de inscrições para os Capacita´s e as Disciplinas em Caráter Especial (DCE).

A inscrição nos Capacita´s está acontecendo na Assessoria Acadêmica, tendo o valor simbólico de um quilo de alimento não- perecível, encaminhado para doação a alguma das instituições de caridade da RMR, conforme os critérios de Responsabilidade Social do Grupo Ser Educacional. Quanto aos cursos são os seguintes:

- Extensão 2014.1 – Ação ENADE – FJNREC (PEDAGOGIA) – Política Educacional e Legislação de Ensino – Profº Cristiano Cezar – Data 07/07 à 11/07/14 – Manhã e Noite (Carga Horária 20 horas)
- CAPACITA 2014.1 – FJNREC (PEDAGOGIA) – Software livre nos anos iniciais – Profº Rubens Filipe – Data 14/07 à 18/07/14 – Manhã (Carga Horária 20 horas)
- CAPACITA 2014.1 – FJNREC (PEDAGOGIA) – Práticas de leitura e produção de textos no Ens. Fundamental I – Profº Sidney Alexandre – Data 14/07 à 18/07/14 – Manhã (Carga Horária 20 horas)
- CAPACITA 2014.1 – FJNREC (PEDAGOGIA) – Danças Circulares – Profº Francisco de Assis – Data 07/07 à 08/07/14 – Manha e Noite (carga horária 8 horas)

Quanto às DCE´s, a inscrição deverá ser feita pelo próprio site da nossa IES (Instituição de Ensino Superior), porém aos que se sentirem desejosos de contribuir com a arrecadação de alimentos estaremos recebendo do mesmo modo em nossa assessoria.  Toda doação será muito bem vinda!  Segue abaixo as disciplinas que serão oferecidas, bem como o link para inscrição imediata. Aguardamos o seu contato!

5612 Francisca Maura de Lima História Geral da Educação 48H JULHO 7/7/2014 a 31/07/2014 segunda, terça e quarta NOITE PEDAGOGIA
5631 Bruno Santos Marones Costa Fundamentos da Educação 48H JULHO 7/7/2014 a 31/07/2014 segunda, terça e quarta MANHÃ PEDAGOGIA

Link: http://www.joaquimnabuco.edu.br/inscricao/visualizarCurso/cod/5613/cid/11/fid/1/


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